domingo, abril 25, 2010

Cine Qua Non - convite


O Mosteiro de São Bento da Vitória recebe, dia 26 de Abril, o lançamento do 2º número da Cine Qua Non, uma revista de artes bilingue do Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL).

Colaboram neste número, entre outros, Brian Putman, John Havelda, Margarida Vale de Gato, Jorge Vaz Nande e Vera San Payo de Lemos.

No evento, que decorre às 18h30, estarão presentes o Director Artístico do Teatro Nacional S. João, Nuno Carinhas, e a Professora Doutora Isabel Fernandes, coordenadora científica do CEAUL.

Neste lançamento serão também apresentados dois momentos performativos: Cartas, Telegramas e Postais, uma leitura encenada pelo Teatro do Silêncio, com direcção artística de Maria Gil, e Esculturas para dois violinos, piano e bolas de sabão de Ana Luísa Valdeira da Silva e Madalena Manzoni Palmeirim.

todos à rua

é dia de festa. é dia da memória. é dia de encontros e reencontros. é dia de pintar a cidade de cravos e depois de vermelho. parece que hoje temos tudo para ter um dia perfeito. vamos todos para a rua, agora!

sábado, abril 24, 2010

doismiledez

é o presente presente em cada momento novo. é o passado guardado no armário cheio de roupas e nos sacos de plástico que se acumulam na cave. doismiledez são as fotos que se juntam a mais fotos e se espalham pelas paredes de ancara, lisboa e muito mais. são projectos que crescem e me fazem sorrir. são pessoas que chegam e outras que vão. tudo muda. e eu que achava mesmo que gostava de tudo parado vejo tudo novo. tudo mudado. amanhã é um novo dia e tenho tanto por fazer. de novo. e amanhã já é o meu novo presente.

from a not so far past


Death Cab For Cutie - I Will Follow You Into The Dark

quinta-feira, abril 22, 2010

num dia como este

abro o computador em frente do verde.
almoço em frente dum amigo.
descanso de olhos abertos.
atendo o telefone mil vezes.
escrevo palavras esquecidas.

é em dia como este que gostava de saber prender o futuro.
e quando fechar o dia nesta noite quente
ser um pouco mais de pessoa em dia de mortos.

a derradeira história de amor II

Wordle: Untitled

quarta-feira, abril 21, 2010

outros dEUSes


Little Arithmetics by dEUS

mínimas

Não entendo por que razão tenho que procurar Deus – para Ele é muito mais fácil, sabe sempre onde eu estou.

by Bandeira

PROJECTO10 #3 online


Realização e Montagem: João Manso
Imagem e Direcção de Fotografia: Armanda Claro
Áudio: Zé Pedro Alfaiate

deixei os meus passos...

...em tunali, kale, ulus, kizilay, sakarya e taksim.
agora tenho novos caminhos pela frente e todo um novo mapa a construir. vamos a isto?

o sentir

sinto-me vazio.
sinto-me feliz.
sinto-me novo.
o que sinto quando sinto algo? quanto vale uma percepção? um não-pensar feito razão.
sinto frio. posso mesmo estar a sentir frio na alma. ou morto por dentro. e contundo nada se explica.
são apenas percepções do real. como se a realidade não fosse concreta. feita de certezas e factos. são todos números, letras e conceitos. e, contudo, o que sinto eu? o que sinto quando nada sinto? sinto sem arrependimento. sinto com certezas. haverá garantias no que não é verificável nem expectável?
como se explica que se chegue ao fim da linha quando se vê ainda a próxima estação? porque sinto que não comprei bilhete até aqui. e se eu te deixar andar sem bilhete na minha linha? se me deixares andar a vaguear na tua estação do coração.
como se acaba o que é perfeito? como se justificam as escolhas que não queremos tomar?
sinto-me vazio.
sinto-me feliz.
sinto-me novo.
ou não sinto nada porque penso tudo.
sou um intransigente pensador, um apaixonado das palavras, um perdido dos corredores do medo.
sinto-me cheio de vazios.

PROJECTO10 #3




Realização e Montagem: João Manso
Imagem e Direcção de Fotografia: Armanda Claro
Áudio: Zé Pedro Alfaiate
(com pequeno excerto da música "sinceridad" de Lucho Gatica)
Agradecimentos:
Futebol Clube da Outurela
boxingportugal.com
Mestre António Ramalho

a derradeira história de amor

a última história de amor nunca é a derradeira. insisto sempre me trazer algo mais para a mesa. é uma última flor, uma última viagem, um último beijo. tu sorris. tens um belo sorriso. inocente. agradeces. agradeces sempre. e dizes que não.
desta vez não. desta vez vamos seguir caminhos separados. tu no estrangeiro, eu de volta à minha pequena cidade, donde nunca devia ter saído segundo o que me dizias quando discutíamos. eu nem acho que fossem discussões. tu tinhas sempre razão, eu simplesmente ainda não a tinha visto.
lembro-me da última vez que te vi. era uma sexta. final de tarde. não sei se trabalhei nesse dia. talvez não. passei por tua casa sem avisar. hesitaste mas deixaste-me subir. estava diferente a casa. móveis novos e acho mesmo que tinhas pintado a parede. ficava bem, acho que gostei. tinhas roupa espalhada pelo chão e posso mesmo jurar que havia coisas de homem. talvez, mas não quero pensar nisso. perguntaste se queria algo. pedi água. eu que nem gosto de água. mas a garganta estava seca e a voz falhava. parece que eu não tinha uma voz bonita, pelo menos dizias-me isso. sentámo-nos à mesa feita pelo meu pai. estava com uns cortes duma faca de serrilha. apeteceu-me gritar contigo "fodeste a mesa do meu pai. que merda. fodeste a nossa relação. fodeste a mesa do meu pai. que caralho." não disse nada. engoli em seco. e bebi um copo. a água estava tépida.
perguntaste ao que vinha. não tinha resposta. disseste que para isso era melhor sair já. não havia nada mais a falar. até porque a tua vida ia melhor. muito melhor. a minha nem por isso. era uma win-lose situation, como me ensinaste. aprendi muito contigo.
levantei-me. desajeitado como sempre deixei o copo cair. a pouca água que restava espalhou-se pelas fendas na mesa e o copo esmagou-se violentamente contra o chão de azulejo. "deixa.deixa estar." disseste. e eu deixei. acho que cheguei a dar um último beijo na cara. estavas com a pele em óptimo estado. ainda bem. devia ser dos cremes caros que usavas. "até um dia?" "até um dia."

pedaços de memórias

by M.Tiago Paixão
Ankara 2010

comparando culturas

mais uma vez encontro-me na presença de outro país, outra cultura e outros hábitos. não é europa mas também não é ásia, e na realidade nem é isso tão diferente. vestem-se à ocidentais, gostam de música e comida europeia e americana. pensam à ocidente. ou não?
não há youtube. não há redes sociais nos organismos estatais. não há liberdade de imprensa. não há direito à opinião política. mas há confrontos violentos entre extremistas (fascistas e comunistas, turcos e curdos, islâmicos e ateus, "a"s e "b"s, nas universidades, entre universidades e entre todos os outros, e tudo sempre religiosamente reprimido por uma violenta e agressiva polícia que faz parecer a nossa um bando de porteiros de festa de liceu.
há prédios abandonados, muita cor e descontos. boa comida, picante, salgada, condimentada, doce, com cereais e legumes. há fritos, salteados e cozidos.
e que fazer perante tudo isto? ver, ver e ouvir. e reflectir... ou não...

x.

há que fechar uma fase. não há mais tempo para mensagens vazias e repetitivas. são refrões decorados no telemóvel velho.
hoje não vou. talvez amanhã. e deixar sempre, assim, pendente o que há para fazer. não digas que a culpa morre solteira. não desculpes o indesculpável. tenho saudades de ouvir algo novo.
tenho saudades de ouvir o pai dizer que custa. que sou uma criança. que me leva mais ao jardim para brincar com crianças que anseio conhecer.
pai!- claro. encosto a cabeça como ele no vidro e não vejo vivalma. estou aqui fechado numa casa que não é minha, com recordações que não são minhas, e só vejo o pai ao espelho.

o que me dói não é

O que me dói não é
O que há no coração
Mas essas coisas lindas
Que nunca existirão...

São as formas sem forma
Que passam sem que a dor
As possa conhecer
Ou as sonhar o amor.

São como se a tristeza
Fosse árvore e, uma a uma,
Caíssem suas folhas
Entre o vestígio e a bruma.


Fernando Pessoa

segunda-feira, abril 12, 2010

recomenda-se

A Secreta Viagem [excerto]

Aparentes senhores de um barco abandonado,



nós olhamos, sem ver, a longínqua miragem...


Aonde iremos ter? — Com frutos e pecado,


se justifica, enflora, a secreta viagem!


David Mourão-Ferreira

por entre as tuas ruas

Ancara 10

os artistas portugueses ainda estão fechados em portugal

"O nosso grau de internacionalização é fraco", concluiu o estudo realizado pelo Observatório das Actividades Culturais (OAC), a pedido do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério da Cultura (MC), sobre a mobilidade internacional dos artistas e outros profissionais de cultura.


Não há uma estratégia, dizem várias das entidades ouvidas neste estudo (dos cerca de dois mil agentes culturais contactados, um pouco mais de 300 responderam ao inquérito). Não só não há estratégia do Estado, como há poucos agentes com estratégias próprias viradas para a internacionalização - o estudo revela que apenas 31 por cento das instituições que responderam realizaram em 2008 alguma despesa nesse domínio.


O Estado "cumpre o mínimo do mínimo dos mínimos", diz António Pinto Ribeiro, programador cultural e o perito português no grupo de trabalho da União Europeia (UE) para discutir a mobilidade dos artistas (o estudo do OAC foi encomendado precisamente neste contexto). "Estamos muito aquém do que seria desejável."


Pinto Ribeiro compara a situação com a de outros países. "Os mais evidentes são o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Espanha e, dos novos países da UE, Polónia e Eslovénia. Todos têm mecanismos que dependem do Estado, instituições como o British Council, o Goethe Institute, o Cervantes, para activarem essas políticas."


"Muito por fazer"


Portugal tem o Instituto Camões, mas Pinto Ribeiro considera que este "elegeu como prioridade a questão da língua e do ensino", uma opção que lhe levanta algumas dúvidas. "Tenho dificuldade em pensar a língua em termos abstractos em vez de associada a práticas culturais. A língua deve ser transportada pelo cinema, o teatro, a literatura, a arquitectura."


Jorge Barreto Xavier, director-geral das Artes, discorda das críticas e garante que "existe uma estratégia", embora reconheça uma "falta de estabilidade nas opções provocada, nomeadamente, pela elevada rotação de ministros da Cultura e directores-gerais das Artes".


"O Ministério da Cultura, através da DGArtes, tem-se empenhado de uma maneira muito forte na internacionalização", afirma Barreto Xavier, referindo como exemplos as representações do Estado nas bienais de Veneza e São Paulo, acordos com "instituições culturais europeias e brasileiras" e "apoios atribuídos em articulação com o Instituto Camões e com a Fundação Gulbenkian". Cita, além disso, o "novo programa de estágios profissionais Inov-Art" - cerca de 200 estágios em instituições um pouco por todo o mundo para jovens em várias áreas artísticas em 2009.


"A Bienal de Veneza é um acontecimento entre dezenas", defende Pinto Ribeiro. "Há todo um conjunto de festivais, de bienais, de feiras de arte onde seria importante estar. Não estamos presentes porque não há retaguarda para assegurar isso."


Para Joana Gomes Cardoso, directora do GPEARI, o estudo do OAC abre caminhos. "Agora, que dispõe de dados concretos, o MC está a procurar encontrar soluções concretas para atenuar as dificuldades e desequilíbrios."


Barreto Xavier concorda que, apesar de tudo, "há muito por fazer". É necessário "melhorar a articulação entre o Estado e os agentes culturais" para garantir uma presença dos projectos portugueses nos circuitos internacionais "de forma durável". Mas, sublinha, "isto não significa que essa durabilidade se deva traduzir em subsidiação". Significa apenas "um acordo e uma atenção estável num arco de tempo de cinco, dez, vinte anos, sobre como devemos trabalhar a internacionalização".

Alexandra Prado Coelho in Público, 11 abril 10

sábado, abril 10, 2010

Prodígio

Não desdenhe os livros digitais. Eles são um prodígio da invenção – literatura escrita usando apenas zeros e uns.

Bandeira in bandeira ao vento

@ work

Ancara 10

uma ideia para esta noite

Eu iria. Juro. Mas vou estar a passear por Istambul. Mas divirtam-se ao som de boa música.

Suicide

No one should find out how I died
With a clot of blood around my mouth.
Strangers would probably remark:
"He must have been in love."
Those who knew me, though, will say:
"Poor soul, he suffered from poverty."
Yet the real cause would be neither of these.

Orhan Veli
trad: Talat Sait Halman

quarta-feira, abril 07, 2010

Nasilsiniz?

Estou bem. E vou estar ainda melhor quando me atirar sozinho para as ruas e pessoas que enchem esta cidade. É impressionante o número de carros, jovens e lenços na cabeça. Ah! E de kebabs também...
Vou ali - fotografar, comer, beber, passear - já volto.

meu deus! meu messi!

Ontem soube-se, de vez, quem é o segundo maior futebolista de sempre: Lionel Messi. Acima, só Fred Astaire e o seu celebérrimo toque genial: saltar para as costas de um sofá, deixar este cair lentamente e sair do malabarismo com toda a elegância. Mas isso foi nos tempos em que o futebol era a preto e branco, os regulamentos modernos da FIFA não permitindo hoje a entrada de sofás em campo. Tirando Astaire, é Messi e nem falo dos seus quatro golos de ontem. Falo dele a aproximar-se de um colega caído no chão - o árbitro apitara falta a favor do Barcelona. Como mirone em lugar de acidente, Messi junta-se à multidão que por ali estacionava. Estavam todos ocupados com o trivial e vê-se o argentino a ser atingido por um raio cósmico e a dar a bola de bandeja a outro colega. Este não marcou porque se sobressaltou com a dança de São Vito de Messi, tal como todos em Camp Nou, os telespectadores e o cameraman. Fosse um acidente de estrada a sério e Messi teria fugido, tem cara para isso, com a carteira de um dos feridos. No relvado, ele conduz-nos à mesma exclamação: "Não é possível!" Mas é. Ao lado dele, joga um rapaz chamado Xavi que teria lugar em qualquer equipa do mundo. Mas ao ver a dupla Messi-Xavi ficamos com a sensação de que a dupla Messi-Medina Carreira também faria um Barcelona optimista.


Ferreira Fernandes in DN, 07 abr 10

ps: até com os comentários em turco os seus golos e jogadas são geniais. quanto à discussão se já é o melhor jogador do mundo... pode nunca vir a ser mas tenho muito mais prazer a vê-lo jogar do que tive ao ver Maradona. Sobretudo porque (excepto no 4ºgolo de ontem) ele passa a bola aos colegas, porque joga em equipa, porque ele é bom para cacete!

terça-feira, abril 06, 2010

viagem

tudo gira em volta das viagens. pode ser comboio, barco, avião mas tudo se passa em torno das viagens. são inícios e reinícios, fins e adeuses, olás e até jás. é pensar e lembrar: amar e/ou odiar? que vida esta que insiste em mudar tudo a cada check-in insuspeito. em que nada fica igual quando tu sais. nada! porquê? que fazer para parar o tempo por um minuto apenas? sabes, não o controlo mais. nunca o controlei. vivo feito animal a ver o musgo de cada árvore na esperança... na esperança de saber o amanhã. tudo gira em volta das viagens e nós, sim nós, insistimos em mudar o presente. criar um futuro novo. recriar? não há mais espaço para recriar. hoje foi a última viagem. dizes que é um lugar-comum, eu respondo que desta é apenas um bilhete de ida.

sábado, abril 03, 2010

define história

Calvin and Hobbes by Bill Watterson

em dia de penaltys

´
Beirut in La Blogotheque

a vez dos zombies

Tal como a editora Ana Pereirinha preveu/avançou...


Enterrem os Vampiros. Chegou a hora dos zombies
Esqueça o sangue, os miolos frescos são a dieta literária do Verão

Morrer, ressuscitar, morrer outra vez. É este o princípio da Quaresma e do próximo lote de novidades editoriais. "Orgulho e Preconceito e Zombies" e "Guerra Mundial Z", chegam às livrarias portuguesas em Maio depois de terem feito sucesso nas suas versões originais, nos EUA e Reino Unido. Os zombies renascem para vir ocupar o lugar até agora tomado por vampiros, bebedores de sangue por quem os adolescentes de todo o mundo se afeiçoaram graças à saga "Crespúsculo", de Stephenie Meyer. 

continua (link) no jornal i

nota: Parece que as coisas nunca são uma plena e total surpresa para quem anda no mundo editorial. Os indícios existem e vão sendo sentidos pelos editores/editoras. Só não vê quem não quer...

sexta-feira, abril 02, 2010

porque Ele pode estar entre nós


Family Guy

dos amores e desamores

continuo a achar que te perdi no dia em que a paixão virou amor. quando o beijo sôfrego virou carinho e a noite de roupa rasgada tornou-se dobrar de roupa pela manhã. quando o foder virou sexo e depois amor.
continuo a achar que te perdi quando o desejo virou sentimento. quando os toques fugazes, cheios de malícia viraram mãos dadas. quando os encontros fortuitos naquele café de esquina viraram filmes antigos na tua tv.
continuo a achar que te perdi quando as promessas viraram certezas em forma de conta bancária conjunta.
continuo a achar que te perdi quando o sonho se tornou real: um beijo de manhã, outro à noite e os pés afastados na cama. e eu que te fechei a porta na cara. assim de repente. sem aviso. desculpa.

sunrise


Norah Jones - Amsterdam 2007

quinta-feira, abril 01, 2010

Cultura Portuguesa em destaque em Ancara

A cultura portuguesa está e estará em destaque em Ancara nos próximos tempos, através de duas iniciativas levadas a cabo pelo leitorado de Ancara do Instituto Camões (IC). A primeira um ciclo de cinema, a segunda uma exposição de fotografia e poesia.
O I Festival de Cinema Português iniciou-se a 29 de Março e termina hoje, nas instalações do Centro Cultural e de Estudos Latino-americanos (LAMER) da Universidade de Ancara.
No primeiro dia estiveram presentes várias autoridades académicas, entre elas o Director do LAMER, o professor universitário Necati Kutlu, bem como todos os alunos de português e muitos outros interessados, para escutar o leitor do IC, Mário Tiago Paixão, falar sobre cinema português e para ver Palavra e Utopia, filme de Manoel de Oliveira com o qual se iniciou o festival.
O festival passou ainda as películas Fado, história d’uma cantadeira, de Perdigão Queiroga, Manhã Submersa, de Lauro António, Tráfico, de João Botelho, e Casa de Lava, de Pedro Costa.
Este é o primeiro festival de cinema português na capital da Turquia, mas o segundo já está a ser preparado pelo leitorado de Ancara do IC, em parceria com o LAMER.
Além do Festival de Cinema Português, será inaugurada a 12 de Abril a Exposição de Fotografia e Poesia Dos Tempos de Lisboa, da autoria de João Tibério, artista e investigador universitário, que se deslocará a Ancara para o evento.
No decorrer da visita, João Tibério conhecerá os alunos de língua portuguesa da Universidade de Ancara com os quais terá oportunidade de partilhar a sua experiência.
A exposição terá lugar na Entrada de Honra da Faculdade de Língua, História e Geografia da Universidade de Ancara entre 12 e 26 de Abril.
A acompanhar as fotografias do autor estarão em exibição poemas de Alexandre O’Neill, Ruy Belo, Ana Hatherly, Eugénio de Andrade, Sophia de Mello Breyner Andresen, Luiza Neto Jorge, Al Berto, Casimiro de Brito, António Ramos Rosa, Manuel Alegre, M. Tiago Paixão, entre outros.

da leitura

"É no entanto verdade que o leitor tem de saber tentar falar a língua do livro. Falar a língua do livro e abandonar-se à sua melodia, deixar-se ir na corrente, em vez de desperdiçar forças remando contra a maré. Não digo que nos tenhamos de submeter, apenas que devemos estar disponíveis. O livro, ao ser escrito, já deu um grande passo na nossa direcção: é uma dádiva. Cabe-nos agora retribuir a gentileza e dar um passo na direcção do livro."

Rui Zink in O Anibaleitor