quinta-feira, novembro 27, 2008

Callema - 05


















Sob o título A FENDA DO TEMPO E DO TEXTO, o novíssimo número da revista Callema, a editar em Novembro próximo, deita mãos ao corpo e escangalha o penteado. Como no disco do Paulo Praça: sempre à cabeceira, matando devagarinho o que se vai fazendo do tempo. Edição e revistas literárias em conversa franca.

Com colaboração de Rodrigo Miragaia, José Carlos Marques, Paulo Serra, Silvina Rodrigues Lopes, Gastão Cruz, Luís Filipe Cristovão, Sónia Lopes, João Carlos Silva, Nuno Quintas, Marta Tomé, Silvia Otto, Pedro Lopes, Catarina Coelho, Paulo José Miranda, Styliani Voutsa, Hilarino Carlos Rodrigues da Luz, David de Medeiros Leite, Alexandre Morais, Mariana Ianelli, David Portales Moralejo, Fernando Cabral Martins, Pedro Marques, Nuno Seabra Lopes e Jorge Almeida. Editam Emília Pinto de Almeida, Pedro Relógio Fernandes, Rui Alberto, Ilídio J.B. Vasco, Nuno Guedes Silva e Hugo Milhanas Machado, com direcção de M. Tiago Paixão.

terça-feira, novembro 25, 2008

hoje passei no paraíso...

obs: Obrigado pela companhia nesta viagem e o apoio na entrevista, Alex!

Outubro em Novembro

Este mês veio a lume um novo blog... Outubro.

Outubro define-se como um blogue de reflexão política no campo do socialismo democrático, do trabalhismo e da social-democracia. Valorizando o confronto crítico, não se esgota nele, pelo que procurará contribuir para o desenvolvimento da reflexão sobre o desenho e a aplicação de novas e mais eficazes políticas públicas. Será, por isso, um espaço de discussão de ideias, de confronto de argumentos e de pensamento político. Com uma orientação cosmopolita, terá em conta os debates políticos noutros países e participará na internacionalização desses debates. Reconhecendo os ganhos que resultam de uma participação cívica alargada, estará aberto à participação dos leitores que enviem (para OutubroResPublica@gmail.com) comentários e textos que contribuam para os objectivos que nos propomos.

...Promete!

UM EXORCISTA PARA A SEDE DO PSD, POR FAVOR

Manuela Ferreira Leite, 2 de Julho de 2008: "A família tem por objectivo a procriação." Manuela Ferreira Leite, 1 de Novembro de 2008: "As grandes obras públicas só ajudam a combater o desemprego de Cabo Verde e da Ucrânia." Manuela Ferreira Leite, 12 de Novembro de 2008: "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite." Manuela Ferreira Leite, 17 de Novembro de 2008: "Não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia."

Como diria o engenheiro Guterres, é fazer as contas: só nos últimos 15 dias, Manuela Ferreira Leite proferiu três frases incompatíveis com um mínimo de sentido de Estado, já para não dizer de flagrante incómodo com as mais elementares regras democráticas. Sobre todos esses temas, o PSD veio depois esclarecer que aquilo que foi dito não era aquilo que Manuela Ferreira Leite queria dizer. Donde se conclui que Manuela Ferreira Leite teria grandes vantagens em se fazer acompanhar por um tradutor, de forma a solucionar o irritante desfasamento entre o seu cérebro e as suas cordas vocais. Manifestamente - atrever-me-ia mesmo a dizer "felizmente" -, o seu pensamento não coincide com as palavras que lhe saem da boca.

Dir-me-ão: mas onde está o seu sentido de humor, meu caro? Já não se pode ser irónico nesta terra? Poder, pode. Mas eu acho tão natural em Manuela Ferreira Leite o uso da ironia quanto o uso da minissaia. Não, aquilo não foi bem ironia. Aliás, aquilo nem sequer foi uma gafe. A gafe, por definição, é uma ocorrência rara. Quando deixa de ser rara, deixa de ser gafe. O que Manuela Ferreira Leite tem, afinal, é uma segunda natureza com uma inesperada propensão para o desastre, o que é tanto mais surpreendente quanto a sua imagem pública era de rigor, ascetismo, medição calculada das intervenções.

É por isso que a actual líder do PSD está a atingir níveis olímpicos de desilusão: a diferença entre aquilo que dela se esperava e aquilo que dela se está a ter é gigantesca. De Pedro Santana Lopes, nunca ninguém esperou muito. De Luís Filipe Menezes, ninguém espera nada. Mas Manuela Ferreira Leite era um caso diferente: vinha alcandorada de referência moral do PSD, de regeneradora da seriedade perdida, de férrea combatente do caos. Pacheco Pereira jurou pela biblioteca da Marmeleira que ela é que era. E, vai-se a ver, Manuela Ferreira Leite não só sucumbe ao velho cálculo político (a tentativa de moralização das listas iniciada por Marques Mendes já é uma miragem) como é um susto cada vez que abre a boca. Pobre PSD. Alguém envie um exorcista para a São Caetano à Lapa, se faz favor.

João Miguel Tavares in DN, 25 Novembro 2008

sexta-feira, novembro 21, 2008

"O meu vizinho é um cão"


...prémio de "Melhor Ilustração de Livro Infantil" no Festival de BD da Amadora...

Á Memória de Fernando Pessoa

Se eu pudesse fazer com que viesses
Todos os dias, como antigamente,
Falar-me nessa lúcida visão
- Estranha, sensualíssima, mordente;
Se eu pudesse contar-te e tu me ouvisses,
Meu pobre e grande e genial artista,
O que tem sido a vida - esta boemia
Coberta de farrapos e de estrelas
Tristíssima, pedante, e contrafeita,
Desde que estes meus olhos numa névoa
De lágrimas te viram num caixão;
Se eu pudesse, Fernando, e tu me ouvisses,
Voltávamos à mesma:
Tu, lá onde
Os astros e as divinas madrugadas
Noivam na luz eterna de um sorriso;
E eu, por aqui, vadio da descrença
Tirando o meu chapéu aos homens de juízo. . .
Isto por cá vai indo como dantes;
O mesmo arremelgado idiotismo
Nuns senhores que tu já conhecias
- Autênticos patifes bem falantes. . .
E a mesma intriga; as horas, os minutos,
As noites sempre iguais, os mesmos dias,
Tudo igual! Acordando e adormecendo
Na mesma cor, do mesmo lado, sempre
O mesmo ar e em tudo a mesma posição
De condenados, hirtos, a viver
- Sem estímulo, sem fé, sem convicção...
Poetas, escutai-me: transformemos
A nossa natural angústia de pensar
- Num cântico de sonho!, e junto dele,
Do camarada raro que lembramos,
Fiquemos uns momentos a cantar!


António Botto

quinta-feira, novembro 20, 2008

more than POPular...

Nem vale a pena dizer mais nada... ou vale?

A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, perguntou hoje se «não é bom haver seis meses sem democracia» para «pôr tudo na ordem», a propósito da reforma do sistema de justiça.
in Sol

... é evidente que as declarações foram interpretadas de uma forma errada, tal como noutros casos com o governo. Aliás, fica cada vez mais evidente que a oposição ao governo ou a oposição dentro do PSD à falta de ideias e projectos usa estas falhas para fazer a sua agenda política... é triste mas assim vai a nossa classe politica. Mas, atenção, tal como os ministros também Ferreira Leite devia lembrar-se que tudo o que se diz vai ser afincadamente analisado e debatido.

hoje acordei assim...

O torcicolo é um distúrbio do pescoço caracterizado pelo enrijecimento dos músculos dessa região, fazendo com que os movimentos da cabeça se tornem muito dolorosos e limitados.
in www.torcicolo.com

terça-feira, novembro 11, 2008

de regresso do século XIX

Acabei de voltar do passado... a Feira do Cavalo da Golegã onde trabalhei uns dias fará para sempre parte de uma das mais curiosas viagens ao passado que já fiz... o recorrente som dos cascos nas ruas de pedra à século XIX, as músicas da década de 90 nas festas, as patilhas do início do século, o conservadorismo e salazarismo de alguns clientes (mesmo algumas jovens) à Estado Novo... Tudo...a promover uma das viagens mais sinistras que consigo imaginar... Haverá um relato maior e melhor... mas isso fica para um post a meias com o Aires...

quinta-feira, novembro 06, 2008

um Clássico!


Ena Pá 2000 - Telephone Call (1987)

quarta-feira, novembro 05, 2008

assim se chega a Tavira...

Nem vale a pena dizer mais nada...

via ex-ivan nunes

É uma vitória extraordinária. Aliás, é a segunda de duas vitórias extraordinárias. Com a primeira, Obama salvou o Partido Democrata da vergonha de não ter mais nada para apresentar, ao fim de oito anos de Bush, do que uma versão requentada da administração Clinton. Com a segunda, salva a honra da América, estabelecendo de uma só vez o corte simbólico com o desastre do período anterior. Isto estava ao alcance dele, e não estava provavelmente ao alcance de mais ninguém.

Nesta hora, guardo um pensamento para os adversários lusos de Barack Obama. Não os apoiantes de McCain (de que, aliás, só consegui recensear um), mas os bushistas, da primeira à última hora, e os clintonistas; a arrogância e o desdém com que trataram o candidato democrata e os seus apoiantes merecem ser recordados. Obama e os seus seguidores foram quase sempre tratados como pouco mais do que idiotas, patetas e crédulos. Os patamares de infantilismo argumentativo atingidos neste percurso conheceram exemplos notáveis – e que vão perdurar.
Já os clintonistas, tendo apostado também em caracterizar Obama como uma espécie de pastor evangélico para massas histéricas, insistiram especialmente em assegurar que o candidato negro não teria quaisquer hipóteses de ser eleito. «Quem conhece» – e cito – «um poucochinho os EUA não duvida por um momento que o Obama jamais será Presidente. Tão certo como dois e dois serem quatro.» Obama só ganhava primárias em sistema de caucus e em estados irrelevantes.

As afirmações categóricas destes sábios continuam ao alcance de qualquer motor de busca. Talvez por isso, uns e outros, nestas últimas semanas, se tenham afadigado a garantir-nos que só o cataclismo financeiro imprevisível (pelo menos quanto à altura em que ele iria dar-se) acabou por oferecer a Obama a vitória impossível. Por mais que outros dados indiquem o oposto.

Ao contrário do que outros também sustentam, a margem de vitória de Obama não é pequena. Não foi o «prestígio» do senador McCain, ou outra coisa qualquer, que manteve a disputa até ao fim. É uma vitória larga. Quem imagina que pudesse ser coisa de uma dimensão muito mais ampla, é que não tem a mínima ideia do que são os EUA, das divisões profundas que atravessam esse país enorme e que possibilitaram, entre outras coisas, que George W. Bush tivesse, por assim dizer, ganho duas eleições seguidas.

(...)
No calor da noite, esqueci-me de saudar os bloggers portugueses que acolheram a designação de Sarah Palin para candidata a VP como uma escolha «brilhante» de John McCain. É esta argúcia que lhes tem valido darem hoje opinião em tudo quanto é jornal, estação de rádio ou canal de televisão portugueses. É o chamado «circo mediático». Embora eu não esteja certo de que esta expressão contenha alguma metáfora.

simplesmente Obama!

McCain 158 - OBAMA 338
Não houve grandes surpresas... dos estados indecisos caiu Missouri e Georgia para McCain e os restantes (Illinois, Florida, Ohio e North Carolina) para Obama... com isto abriu-se caminho a uma vitória histórica... E à esperança que algo mude na politica externa americana...

update

Caminhamos a passos largos para as 2:00... e neste momento Obama leva vantagem na Florida, Texas e Ohio! Dois estados indecisos e um estado tradicionalmente republicano... Além disso Massachusetts, Connecticut, Illinois, Nova Jérsia, Maine, Delaware e Maryland e Washington, D.C pendem para Obama. Se acreditarmos em milagres podemos estar a caminhar para mais de 400 delegados... E o número de senadores também continua a aumentar claramente na direcção de uma dupla inédita.
Vou dormir e espero acordar com uma agradável e refrescante novidade politica... até já... 'cause I BELIEVE!

update

Passa pouco da meia-noite (0:27) e as primeiras projecções podiam ser animadoras... neste momento McCain ganha Florida, Indiana, Virgínia e Kentucky... claro que os votos apurados ainda são poucos (menos de 10%)... ou seja ainda só votaram as pequenas terras que são por norma mais conservadoras quando comparadas com as grandes cidades... em contraponto os democratas já ganharam um senador no Senado... espera-se um pouco mais...

terça-feira, novembro 04, 2008

a emoção das eleições

São 23:19 e ainda não há certezas... esta é apenas uma previsão do N.Y. Times com base nas ultimas sondagens... neste momento a CNN e o NY Times dão vitória no Kentucky para McCain e New Hampshire para Obama...

cores de Tavira

counting down

... dentro de menos de 8 horas... temos Obama!

domingo, novembro 02, 2008

Manual de telenovelas da TVI em 3 lições

1ª lição

2ª lição

3ª lição

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by Contemporâneos

lógicas d'outros

a) 1 teste, 8 pessoas, 1 pavilhão desportivo
b) 1 teste, 34 pessoas, uma pequena sala

padrão? lógica? 
a C.M.Tavira explica...