sábado, janeiro 28, 2006

Algures nos ante-ontens...

Frágil, porque é tudo tão frágil? Porque é tudo tão sereno? Porque é tudo tão frágil? Mr. Ballack look out the door... And nothing looks the same… O dia amanhece e a noite desaparece com ela esvai-se os últimos sopros de sonho. O sol madrugador já canta e bichos correm por todos os lados.... de repente a cidade deserta enche-se de animais e sou só mais um entre muitos. Tal como entre humanos as diferenças acentuam-se com os receios infundados. Ao longe, no cais, o barco atraca e o rio expande-se muito além do horizonte, se ele fosse mil léguas, eu seria profundidade. O telefone toca, o bit adormecido liga-se àquele ritmo binário de quem não se decide! O telefone toca e não atendo. Era ela, a mulher-dilema, aquela que não dorme e jamais acorda. As palavras emergem ao toque das teclas, e o marinar dos cozinhados parece mais harmonioso. Nunca o banho-maria foi tão célere quanto o beijo de despedida, e contudo os olhares trocam cumplicidades inconscientes. Aí meu amor o que já sonhei por ti, para sempre, para sempre gostar de ti! O poeta descreve o humano sente. Mas a tristeza subsiste e o altar divino distancia-se e nem Apolo lhe telefona. Beijos, meu caro! Tudo bem? Pergunta ele, e a dúvida mantém-se por toda a conversa. Um adeus melancólico não disfarça a triste dúvida existencial, quem sou? Um mais, um menos...Zero!No tempo dos cavaleiros era bem mais fácil... nascia-se casado e vivia-se apaixonado. Hoje lutas para amar e morres de casar. Valente susto, dizia aquele! Não desminto – apregoa o pedinte. Raio de conversa a dos matutinos, e a tarde ainda não raiou. Frágil! Não abre antes das 22h, e a sede aumenta, os santos chamam e a noite prolonga-se por toda a cidade. Às páginas tantas, o arroz doce caiu na canela e a história estragou-se na sopa de letras.

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